Brasil na Copa Davis mostra que o tênis por aqui precisa mudar

O Brasil teve um final de semana para ser esquecido neste início de mês de abril, indo até a Colômbia para enfrentar os donos da casa pelo grupo americano da Copa Davis e voltando de Barranquilla com um placar adverso de 3 a 2 na bagagem, perdendo qualquer chance de disputar a repescagem para o Grupo Mundial da Copa Davis neste ano e tendo que enfrentar um zonal que deve ser extremamente forte em 2019.

Com a derrota para os colombianos o Brasil fica de fora da repescagem para o Grupo Mundial da Copa Davis pela primeira vez desde 2005, pouco tempo depois de ter quase conseguido a classificação para a primeira divisão da Davis no ano passado.

Para ver a situação do tênis nacional basta voltar pouco tempo no passado, mais especificamente até o mês de setembro de 2017. O Brasil se preparava para enfrentar o Japão na casa dos adversários por uma vaga no grupo mundial da Copa Davis. E esta era uma grande oportunidade de tentar retornar à elite do tênis mundial já que o Japão não contava no momento com alguns dos principais nomes do esporte por lá, como por exemplo Kei Nishikori.

Porém, desde o momento da convocação feita pelo capitão João Zwetsch mostrava que havia algo errado. Rogerinho, por exemplo, acabou não convocado para aquelas partidas sem grandes explicações do capitão.

Quando Bellucci se contundiu e precisou sair da disputa, Zwetsch acabou chamando Guilherme Clezar e não João Souza, o Feijão, para a disputa. Resultado: derrota por 3 a 1 e apenas o brilho das duplas, formada por Bruno Soares e Marcelo Melo.

O episódio contra o Japão deixou marcas no time brasileiro, que desta vez contra a Colômbia não contou com os magoados Rogerinho e Feijão, nem com Thomaz Bellucci.

Sem os seus principais nomes o Brasil teve nas mãos do inexperiente e apenas 359 do ranking da ATP João Pedro Sorgi a chance de vencer os colombianos, também enfraquecidos e sem nenhum tenista entre os primeiros 250 do ranking da ATP.

Pior que a derrota brasileira apenas o discurso conformista do capitão João Zwetsch, que disse que o time deu o melhor de si em um ambiente bom e que sai de cabeça erguida.

Mostra de que sem mudanças drásticas tudo permanecerá igual no tênis brasileiro durante muitos e muitos anos.

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