Feijão tem punição por suspeita de manipulação suspensa

O tênis brasileiro teve mais um susto neste fim de semana, quando o TIU, Tennis Integrity Unit, o comitê anticorrupção do tênis responsável por investigar a manipulação de resultados suspendeu o ex-número 1 do esporte no Brasil João Souza, o Feijão. A suspensão era provisório e foi revogada menos de 24 horas após a sua divulgação. Porém, mesmo sendo revogada esta suspensão ainda pode entrar novamente em vigor já que o caso segue sendo investigado pelo TIU.

O brasileiro foi suspenso no último dia 29 de março mas só teve a suspensão publicada no site da entidade no último dia 6 de abril. Feijão é investigado por não se esforçar em uma partida realizada em fevereiro deste ano, dia em que ele fez a sua estreia na chave de simples do Challenger de Morelos no México e acabou sendo eliminado cum uma derrota por 2 sets a 0 com parciais de 6-4 e 6-0 em apenas 51 minutos de partida, sendo que o segundo set do jogo durou apenas 17 minutos.

Porém, a defesa de Feijão afirma que o jogo que está sob investigação é a sua participação na chave de duplas um dia depois, tendo como parceiro o também brasileiro João Menezes. Os dois também perderam por 2 sets a 0 com parciais de 7-6 e 6-3, e Feijão teria dito para o companheiro no dia anterior por mensagens de celular que não se esforçaria na partida, o que poderia indicar manipulação de resultados e recebimento de vantagens financeiras ilícitas.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que João Souza é punido por este motivo, e em 2017 ele já havia sido multado em US$ 500 após perder também na chave de duplas do Challenger de Lyon na França em apenas 30 minutos de jogo.

Como o próprio brasileiro tem cooperado com as investigações o TIU tem acreditado que ele é inocente e não recebeu vantagens financeiras para entregar esta partida. Após ter a punição suspensa Feijão emitiu um comunicado breve para a imprensa:

– “Gostaria de comunicar que minha suspensão provisória foi revogada pelo TIU, o Tennis Integrity Unit. É com muita alegria que recebi essa notícia. Nunca iria aceitar receber vantagens financeiras para perder uma partida, além de ser antiético, vai contra tudo que penso e coloco em prática na minha vida e carreira”.

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